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Minha filha não é gordinha

  • Foto do escritor: Livi Carolina
    Livi Carolina
  • 25 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Criança gordinha é criança saudável? E agora?

"Nossa! Como ela é magrinha"... Numa sociedade na qual criança saudável é criança gordinha, as pessoas não sabiam, mas me apunhalavam quando diziam essa frase e/ou suas variáveis. Sim, ela era, e ainda é magrinha, e a minha culpa já me dizia isso todos os dias. Como já escrevi outras vezes, assim que a Antonela nasceu tivemos algumas dificuldades com a amamentação. Somente quando ela já estava com quase dois meses que começamos nos entender e passei a lidar melhor com a dor (lembrando que esta foi a MINHA experiência pessoal), mas até então, acreditava, e sofria, em pensar que ela não estava engordando como todas as crianças de sua idade por minha causa. Por conta disso, ainda com vinte dias de vida entramos com o complemento do leite artificial*, porém, ainda sim, o ganho de peso era pequeno. Então começamos a investigar. Com cinco meses ela já tinha feito 4 exames de sangue, além de todos os demais exames: ultrassonografia, destro, teste do suor, urina... Com o passar do tempo observamos um chiado estranho ao respirar, soluços frequentes e uma irritabilidade que só aumentava. E mesmo mamando 40 min em cada mama, num intervalo de uma hora, continuava com o baixo ganho. Descobrimos então o refluxo (no caso dela não há golfo). Finalmente um alívio saber que a culpa não era minha, mas uma preocupação. Como o refluxo e o pouco ganho de peso são ambos sintomas da APLV - Alergia à Proteína do Leite de Vaca, o próximo passo foi investigá-la. Ainda amamentando no peito (e até quanto ela quiser) fui obrigada a cortar da minha alimentação leite, seus derivados e sua proteína, além de ter que mudar a fórmula do leite artificial que ela tomava. Mas somente depois de quase dois meses após o início dos cuidados ela começou a ganhar um pouco mais de peso e dobrinhas começaram a surgir. Ou seja, ela segue o seu próprio ritmo. É como toda mulher gostaria de ser: comilona, mas magra...rs E isso é do seu próprio organismo. Hoje não choro mais ao ver crianças da mesma idade que ela gordinhas, também já entendi que ela, possivelmente, não será gordinha e que a fórmula não é uma vilã (embora essa última tenha sido a verdade que mais resisti acreditar), mas foi difícil quebrar primeiro os meus próprios paradigmas - que este texto está me ajudando a processar. Muitas vezes, como forma de defesa, eu mesma já falava: "é magrinha, mas está saudável". É sim, saudável. Porque embora haja alguns cuidados ela segue crescendo e se desenvolvendo com muita alegria. Com tudo, dentre tantas coisas que aprendi está respeitar as diferenças e olhar para a mãe com olhos de empatia antes de qualquer julgamento, porque a culpa materna por si só já machuca demais, mas também nos amadurece.

*Sempre ofertei o leite artificial na colher dosadora pra não correr o risco dela preferir a mamadeira ao peito. Mas por um período tentei introduzir a madeira. Deu certo, porém, como temia, estava começando a preferir a facilidade, então voltei pra colher dosadora.

"Os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam" - Isaías 40:31

 
 
 

1 comentário


Viviane Terra
Viviane Terra
03 de jul. de 2018

Comigo é ao contrário. Meu filho é gordinho, com 2 meses já pesa 6,5kg, e então todos falam que meu filho é gordo, que ser gordo não é sinônimo de saúde. Questionei a pediatra e ela disse: -Criança que mama no peito não é gorda, pois pode mamar o quanto quiser. Fiquei aliviada! 😄

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